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today26/07/2025

O general da reserva Mário Fernandes confessou nesta quinta-feira (24), em depoimento ao STF, ter idealizado o documento conhecido como Punhal Verde e Amarelo, que previa o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Apesar de admitir a autoria, Fernandes alegou que se tratava apenas de um “pensamento digitalizado” pessoal, negando ter compartilhado ou apresentado o plano a terceiros.
Fernandes ocupava o cargo de secretário‑executivo da Secretaria‑Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro. Confirmou ter elaborado o tal documento e até impresso cópias no Palácio do Planalto.
Segundo ele, era uma compilação de dados, um estudo de risco, sem intenção de execução.“É um arquivo digital. Nada mais retrata do que um pensamento meu que foi digitalizado. Um compilado de dados, um estudo de situação meu, uma análise de riscos que eu fiz e, por costume próprio, resolvi digitalizar. Não foi mostrado a ninguém, não foi compartilhado com ninguém. Hoje me arrependo de ter digitalizado isso”, declarou o general ao STF.
A confissão de Mário Fernandes representa um avanço significativo no processo que investiga a tentativa de golpe contra a democracia brasileira. A revelação do plano de assassinato eleva ainda mais a gravidade das acusações contra os réus, reforçando o caráter organizado e premeditado da ação.
Bolsonaro é um dos principais acusados, já enfrentando denúncias por participação em organização criminosa armada, tentativa de golpe e outros crimes que, somados, podem resultar em condenações de até 40 anos de prisão.
Alice Maia
Written by: Radio
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