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VISITA AO IRAQUE | O PAPA NA TERRA DE ABRAÃO

todaymarço 10, 2021 5

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“Esta é uma viagem emblemática e um dever para com uma terra martirizada há tantos anos”, disse o Papa Francisco, no início de sua viagem ao Iraque, nesta sexta-feira, 05 de março.

Um país sofrido. Uma visita histórica. Nos últimos anos, o Iraque passou pela ditadura de Saddan Hussein, a guerra dos Estados Unidos e o terrorismo do Estado Islâmico.

É a primeira vez que um Papa pisa a terra do Iraque. João Paulo II estava prontinho pra ir, mas teve que desistir. Problema número foi a falta de segurança. O próprio Saddan Hussein o desaconselhou.

O Iraque é importante para as três grandes religiões monoteístas: os judeus, os cristãos e os muçulmanos. Essas grandes religiões nasceram naquele mundo e se sentem ligadas à figura de Abraão, que partiu de Ur dos Caldeus para formar um povo em aliança com Deus.

O Papa está levando a mensagem de fraternidade, que é a mensagem do evangelho, a uma terra que tem poucos cristãos. A maioria do povo é muçulmana. Os cristãos são minoria. E na minoria cristã, há igrejas antigas que não são católicas. Os católicos pertencem a comunidades-igrejas dos primeiros séculos do cristianismo e praticam ritos diferentes do nosso. Aqui no ocidente, o nosso rito é, fundamentalmente, o latino. O próprio Papa vai rezar Missa em rito caldeu. Mas, existem também lá outros ritos, como greco-melquita e siríaco.

Os muçulmanos também não pertencem a um único grupo. A maior parte é xiita, 64%. E os demais, 32%, são sunitas. O Papa Francisco já se encontrou com a maior autoridade dos sunitas, no Egito. Agora, vai se encontrar com a maior autoridade dos xiitas, no Iraque.

É uma viagem perigosa, porque o próprio país não é seguro. O Estado Islâmico dominou parte do país e expulsou e assassinou milhares de cristãos. E mesmo derrotado o Estado Islâmico, persistem ataques terroristas. E por que o Papa foi pra lá? Porque ali está um povo cristão sofrido, humilhado, diminuído pela perseguição, povo que nunca recebeu a visita de um Papa. Ele sabe que tem obrigação de mostrar a atenção e o carinho da Igreja por essa parcela sofrida e pobre do rebanho. Foi para lá, também, porque a Igreja tem uma missão de paz no mundo. E, como já houve tanta guerra e tanta violência, a igreja lá vem trabalhado para que as pessoas se desarmem, não partam pra vingança, para a violência, mas se unam para tempos novos. E ele vai fazer isso, conversando com os líderes religiosos cristãos e muçulmanos, aproximando mais as religiões, pondo em prática o que ele escreveu na encíclica Todos Irmãos, Fratelli Tutti.

E ele não podia esperar mais? Ele já está idoso e sabe que daqui a pouco não poderá mais viajar. Já chegou mancando, uma indicação de crescente fragilidade em sua saúde. Todos os que estão viajando com ele já tomaram as duas doses da vacina. E dos eventos, sempre reduzidos, participará só quem já estiver vacinado.

A verdade é que o povo do Iraque o está recebendo com muita alegria, e não só os cristãos. A viagem é uma profecia. Não está indo ao encontro de multidões. Está indo ao encontro de minorias sofridas. Está inaugurando a presença da Igreja no que será a pós-pandemia. Só podemos ficar rezando para que tudo dê certo.

Por Pe. João Carlos Ribeiro
Imagem: Vatican Media

www.salesianos.org.br

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